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Apneia

De acordo com a Academia Americana de Medicina do Sono, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é um distúrbio respiratório do sono, caracterizada por um colapso parcial ou total recorrente da via aérea faríngea durante o sono, levando a hipóxia (falta de oxigênio circulante) , ocorrendo despertares para estabelecimento da patência da VAS (em uma Apneia moderada, por exemplo, o indivíduo chega a ter 20 despertares por hora. Ou seja, 1 a cada 3 minutos). Ocorre esforço respiratório, mas ventilação inadequada (experimente tapar o nariz e a boca e tentar respirar expandindo a caixa torácica por um período de 40 segundos, como ocorre em alguns casos. É enlouquecedor). Imagine isso todas as noites durante anos.

As alterações cognitivas (falha de concentração, irritabilidade, falha de memória, diminuição da libido) e fisiológicas (diabetis, obesidade, impotência, hipertensão arterial, infarto do miocárdio, AVC) são consequências dessa doença. Com a qualidade de vida prejudicada, os sintomas diurnos mais comuns são a fadiga matinal, cefaleia matutina e sonolência durante o dia. À noite os sinais são de ronco, despertares, engasgos e nictúria (urinar com frequência)

A patogênese da SAOS está relacionada â fatores funcionais e anatômicos. Desde alterações ósseas, como palato estreito, face curta, retrognatismo mandibular, desvio de septo, como relacionadas ao tecido mole: formato da luz faringeana, hipertrofia de adenoide e amígdala, gordura perifaringeana (obesidade), etc.

O diagnóstico é feito por um médico especialista em medicina do sono. Baseado na tomada de história, exame clínico e com a realização de um exame considerado padrão ouro: polisonografia. Ela traz informações detalhadas sobre o sono do paciente, definindo o grau de severidade da Apneia: leve, moderada ou grave.

Essa classificação definirá o tipo de tratamento, que poderá ser apenas comportamental (redução de peso, evitar refeições noturnas pesadas e hábito etílico, evitar posição de decúbito dorsal – dormir com a barriga para cima – e adotar medidas de higiene do sono). Alguns casos exigem cirurgias otorrinolaringológicas ( desvio de septo, tonsilectomia, uvulopalatofaringoplastia, amigdalectomia, adenoidectomia) ou ortognáticas, como avanço mandibular ou maxilo-mandibular (sucesso em 96% dos casos em que se tem indicação. Casos graves pedem o uso de uma aparelho de pressão positiva, chamado CPAP.

http://www.youtube.com/watch?v=AV4vM4enzOM

Em virtude dos bons resultados apresentados na literatura, os Aparelhos Intra Orais (AIO) de avanço mandibular (desobstruindo a Via Aérea Superior na região de orofaringe) configuram no consenso da Associação Brasileira do Sono (ABS) como o melhor tratamento em casos de ronco, Apneia leve e moderada e SRVAS. Possuem indicação secundária em casos graves em que o paciente não se adaptou ao CPAP (alto índice de desistência, em virtude de seus inconvenientes) ou coadjuvante a tratamentos cirúrgicos. VER TÓPICO APARELHO PARA APNEIA E FOTO ....

O dentista especialista em Odontologia do Sono integra uma equipe interdisciplinar. Esse deve ter conhecimento de diagnóstico, conhecer os diversos tipos de aparelhos , dominar o protocolo de ativação e saber contornar os possíveis efeitos indesejáveis que possam surgir (preferencialmente com formação na área de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial).